5.6.02

Part two

De repente uma figura estranha entra. Está toda vestida de preto. Capa, luvas, botas e um capuz que lhe esconde o rosto. Vai direto para o balcão e fala com a dona. Após alguns minutos ele se vira fazendo menção de ir embora. Neste momento um homem de voz firme pede a atenção de todos. Está de pé na porta da taverna e traja uma cota de malha brilhante. Diz ser o comandante da guarda da Torre de Ashaba e quer saber se ali não existem homens valorosos, capazes de empreender uma missão para ele. A figura negra, que porta um arco longo, se apresenta para a dita missão. O mesmo fazem um outro aventureiro que usa uma armadura de couro e um outro que veste uma cota de anéis.

Neste momento Kenji fala baixo para Silks - "Traga este comandante para nossa mesa."

Imediatamente o pequeno vai até o homem. Puxa-lhe pela mão e o faz abaixar para falar-lhe. Em alguns instantes o comandante está à mesa deles.

"O que desejam? Sou um homem ocupado. Estão se oferecendo para o serviço?"

Sem deixar o rosto à mostra o kensai lhe diz - "Do que se trata esta missão?"

"Não vou falar disso aqui dentro. Vamos lá para fora" - diz o homem.

Kenji olha para Knolan que consente com um sutil movimento de cabeça.

"Pois bem, vamos todos para fora." - diz Kenji, fazendo sinal para Silks.

Depois de sairem o homem lhes pergunta seus nomes.

(Knolan, Kenji, Silks e o Drow mentem)

Após as apresentações o comandante diz que a missão consiste em explorar o subsolo da torre afim de matar os monstros e criaturas que forem encontradas lá embaixo. O pagamento será de 1000 peças de ouro por cabeça, mais 50% dos espólios lá encontrados. Todos concordam e fica combinado de se encontrarem na manhã seguinte nos portões da Torre.

O drow se dirige para um pequeno bosque que há nas proximidades da Torre e lá passa a noite. Os outros dorem na Taverna.

Na manhã seguinte, como combinado, todos estão nos portões da Torre. São escoltados para dentro e levados até uma grande porta que dá para o subsolo.

"Aqui está a entrada. Esta é a chave que tranca esta porta. Sempre que passarem por ela devem trancá-la." - diz o comandante - "Pode ser que também encontrem salteadores lá embaixo. Se conseguirem eliminá-los, melhor!"

"Mas porque precisam de nés para esta missão? Por que não enviam seus soldados?" - pergunta Knolan.

"Porque esses homens são necessários aqui encima para manter a ordem na cidade e proteger a Torre. Não dispomos de homens suficientes para fazer tudo. Mas se estamos lhes pagando tão bem, para que tais questionamentos?" - responde o comandante.

"Estamos apenas sendo cautelosos." - diz Kenji.

"Muito bem, aqui estão algumas tochas, pois vão precisar."

Knolan, o gladiador e o outro aventureiro pegam uma tocha cada um. O drow não aceita e Kenji diz a Silks que busque em seu cavalo "um pequeno porrete coberto por um pedaço de couro" e recomenda que não o destape. Assim que o pequeno volta todos se preparam e abrem a porta. Um bafo quente sopra lá de dentro. Eles entram com suas tochas em punho e trancam a porta.

(o comandante havia lhes dito que deveriam bater à porta e se identificar antes de abri-la na volta)

(continues...)

4.6.02

Part one

Após passarem pelo castelo de Randoumorn os três aventureiros seguem direto para o Vale das Sombras, chegando lá dois dias mais tarde. Sua viagem foi sempre tranquila. No final da tarde do segundo dia passam por uma grande torre retorcida e imaginam que aquela seja a torre da qual Radamanto lhes falou. Mas como estão cansados decidem ir direto para a cidade Vale das Sombras, que não está longe agora.

Chegam à cidade ao cair da noite. Dirigem-se à taverna O Velho Crânio, pois foi lá que Knolan e Radamanto contrataram os mercenários que foram para a batalha contra o posto Zhentarim, entre aqueles, Silks. Logo na entrada vêem uma tabuleta com o que parece ser avisos ou anúncios. Knolan, o único do grupo que sabe ler na língua comum de Faerun, lá todos os anúncios. Falam de requisição de mercenários, aventureiros ou soldados para as mais variadas tarefas, desde escolta para mercadores até i ncursões em minas para busca de tesouros. Nenhum desses interessa ao grupo, com exceção de um. Diz que o comandante da guarda da Torre de Ashaba está requisitando aventureiros valentes e esses devem se apresentar na Torre. Mas como é noite e estão cansados, deixam os cavalos na frente da taverna, pegam seus pertences e entram. Vão direto para o balcão, falam com a proprietária e pedem um quarto para os três, além da janta. Escolhem uma mesa em um canto do recinto e lá se sentam para comer enquanto observam os tipos que transitam por ali. Há homens de todos os tipos, desde mercadores bem vestidos a mercenários mal trapilhos e mal encarados. Mas nada fora daquilo que já haviam visto em outros lugares.
(continues...)